BLOGENÉRICO


Mudança de endereço

Esse blog foi reativado com nova roupagem....e novo endereço. Quem quiser ler os conteúdos dos posts, acesse www.blogdovictor.net

Obrigado



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 21h23
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Para meu pai

 

Pai,

Jamais imaginei que passaríamos esse dia dos Pais separados por uma distância invisível. Por mais que uma oração seja capaz de nos conectar, a ausência física é muito dolorosa. Bem que poderíamos ter uma linha telefônica especial, mesmo que fosse limitada a poucos minutos por ano. Já aliviaria. Infelizmente, as coisas não funcionam assim. Não sei quando nos veremos em definitivo novamente, talvez leve outros 38 anos e ao final do segundo tempo de minha vida, que começou com a sua partida inesperada, enfim daremos cabo a essa saudade.

Enquanto isso, não nos resta alternativa senão aprender a conviver com ela, tão aguda em determinados momentos – como hoje, no seu dia.  Bem, também é meu dia, e tenho o privilégio de me espelhar em seu exemplo para seguir a minha jornada. Minha gratidão não cabe em palavras, por mais que eu busque inspiração para isso.

Celebremos a sua inesquecível trajetória por esse mundo, como cidadão, marido, pai, avô. Precisamos de mais gente como você por aqui, pai. Imagino que está doído para você passar o dia de hoje longe (na concepção que conhecemos) dos seus filhos e netos.  Mas veja o lado bom, você cumpriu sua missão com louvor e está perto do vô. Então, deixemos a tristeza de lado, por mais que seja difícil controlar o pensamento, esse rebelde indomável que vive a nos pregar peças... A vida continua e um dia estaremos comemorando essa data juntos novamente. Parabéns pelo seu 38° dia dos pais! Você merece! E manda um grande e afetuoso abraço aos nossos queridos avós Agostinho e Hilton!

Com amor,

Victor



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 01h02
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Um nó que não desata

O Brasil é o campeão de impostos entre os emergentes. Estima-se que esse ano, a carga tributária atingirá a estratosférica marca de 37% do PIB.

Em outras palavras, significa dizer que na média, de cada R$ 100 que o sujeito gasta - R$ 37 vão parar nos cofres do governo.

Que obviamente retribui com serviços públicos impecáveis, uma infra-estrutura moderna, educação e saúde no estado da arte.

Trata-se de um nó muito difícil de desatar, pois o estado já gasta além do que devia e não há espaço para reduzir a arrecadação. Esse é um assunto extremamente espinhoso, do tipo que a oposição, seja ela quem for, muda de opinião no dia em que se torna governo. Basta ver o exemplo do comportamento do Lula diante da CPMF, antes e depois de estar acomodado no Palácio do Planalto.

Só há espaço para redução na carga tributária se o governo gastar menos. Algo imponderável.

Ou correr atrás de uma reengenharia tributária que visasse incorporar a economia informal com um processo mais simplificado e menos 'guloso' de arrecadação. Eventualmente, seria possível arrecadar o mesmo com um imposto unitário menor, mas com uma base contribuinte maior. Porém isso seria um trabalho enorme que cobraria um alto custo político dos seus defensores. É por essa razão que um projeto como esse nunca sai da gaveta - no máximo é tema de reportagens na imprensa de tempos em tempos.

Enquanto isso, o bolso do assalariado continua sangrando....

 



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 23h56
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Rápidas

Muita gente saiu por aí criticando e ironizando o Felipe Massa, por ter cumprido ordem da equipe e deixado o espanhol ultrapassá-lo para conquistar a vitória no penúltimo GP da F1. Eu não critico a atitude do Massa, porque provavelmente ela está descrita em contrato: ‘caso o piloto esteja em situação muito mais adversa que o companheiro de equipe na disputa do campeonato, deverá prioritariamente trabalhar para a equipe’. Se não está escrito exatamente isso, deve ser algo parecido. Acontece em qualquer equipe de F1. Eu critico o campeonato do Massa; esse sim, bem medíocre. Foi pelo desempenho no agregado da competição que ele teve que passar por essa situação constrangedora. Estivesse o Massa nivelado em pontos com o Alonso, isso jamais teria acontecido.

Agora o sujeito assinou um contrato, é muito bem remunerado pela equipe, vai fazer oquê? Rasgar o contrato, jogar na lata do lixo? O engraçado é que muita gente defensora da ética no esporte passou a ironizar o Massa, atribuindo-lhe o título de empregado do ano, etc. Essa mesma turma elogiou o Muricy por cumprir o contrato com o Fluminense, recusando a oferta da CBF. A situação é muito parecida. Ambos são funcionários e têm um contrato onde seguramente constam algumas cláusulas que lidam com a situação que lhes passou. Ambos cumpriram os contratos. Então porquê o Muricy é o ético e o Massa um banana?

São dois pesos e duas medidas. Não considero o Massa um banana. Apenas acho que ele é tecnicamente inferior ao Alonso e por não ter conseguido acompanhá-lo no campeonato, passou vergonha. Foi constrangedor, mas não foi surpreendente.

Também ouvi algumas comparações do tipo: isso nunca teria acontecido com o Senna ou com o Piquet...De fato, nunca passaria algo assim, pela simples razão de que ambos foram sempre extremamente competitivos...



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 21h07
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O saldo da Copa

 

Impelido pelo clima de Copa, voltei a postar. Depois, a inspiração para escrever parece que passou. Irei tentar recuperá-la. Falta-me registrar um último comentário sobre a Copa.

A África do Sul provou ser capaz de fazê-la, com todas as imperfeições decorrentes de um país ainda em construção. Muitas delas se repetirão em 2014. Mas o legado de um país mais unido emergindo desse evento global é o mais importante. A verificar.

Gana reafirma-se como maior potência futebolística do continente africano. Em 2006, chega às oitavas e em 2010 atinge as quartas de final e só não foi mais longe pelas circunstâncias do destino – que nesse caso atende pelo nome de um pênalti perdido no último segundo da prorrogação...

O Paraguai reforça sua trajetória ascendente. Se tivesse um Romerito em seu meio-campo, ídolo paraguaio e do tricolor carioca nos anos 80, teria condições de ir mais longe. Além disso, lançou para o mundo sua mais comentada revelação: Larissa Riquelme.

O Uruguai revitaliza o seu outrora decadente futebol. A melhor campanha em 40 anos pode mudar a trajetória da celeste e do futebol nacional, a ver se consolidam esse momento na Copa América de 2011.

A Argentina, bem... revelou o técnico mais folclórico do planeta. Segue sem vencer uma partida de Copa contra seleções fortes desde 1990...são 20 anos sem ganhar de ninguém relevante. É muito tempo. Algumas gerações extremamente talentosas desperdiçadas em fiascos dos mais diferentes estilos em Mundiais. Lionel Messi tem ainda duas Copas para entrar no panteão dos imortais. Não basta ser melhor do mundo, é preciso ganhar uma Copa. Esperamos que não seja em 2014. Ganhou todas as quatro partidas iniciais contra adversários fracos, e na hora da verdade, voltou para casa com uma surra de 4x0. Não deixa de ser um resultado pífio. Ainda foram recebidos com festa em Buenos Aires. Vá entender. Talvez por isso mesmo estejam passando 20 anos na ‘seca’. Contentam-se com pouco.

O Brasil, segundo palavras do seu próprio técnico, resgatou o orgulho de se jogar pela seleção Brasileira. Quatro anos para isso. Grande coisa. Também deixamos o Mundial com a triste marca de 2 jogadores expulsos, recorde absoluto para o país do jogo bonito. Nem um jogador entre os 10 melhores do torneio. O time do monastério tupiniquim, à semelhança dos seus hermanos, passou pela fase café com leite e quando a corda apertou, afinou. Para esquecer.

A Alemanha revolucionou seu futebol, mostrando ao mundo uma geração jovem, talentosa e um time que joga para frente. O melhor ataque da Copa, com 16 gols, provavelmente o time mais fazedor de gols da história germânica em Mundiais. Com idade média de 24 anos, esse time chegará ao Brasil-14 como um dos favoritos.

A Holanda, de futebol pragmático, chega ao tri vice-campeonato e se consolida como a seleção mais tradicional entre aquelas que nunca venceram uma Copa. Com um time pior do que o de 1994 e 1998, anos em que foi eliminada pelo Brasil, foi a legítima representante do anti-futebol na final, descendo o sarrafo nos espanhóis. Bom que perdeu. Apenas ressaltando oquê foi dito anteriormente, mais uma vez: o time era pior que o da Laranja de 94 e 98, e eliminou o Brasil com justiça. Isso diz muito sobre o time brasileiro nessa Copa...

A Espanha entra para o clube dos campeões mundiais. Não faz pouco tempo que ela apresenta boas equipes que invariavelmente fracassam em Copas. Os tradicionalistas usaram isso como argumento para subestimar a Fúria: ‘a Espanha sempre perde...’. Bem, para tudo há uma primeira vez. E olha que os espanhóis nesse caso lideraram a bolsa de apostas por alguns anos, seguidos pela seleção Brasileira. Após a derrota no primeiro jogo contra a Suiça, houve quem reforçasse o discurso: ‘...amarelaram mais uma vez’. Porém, com um futebol extremamente técnico e consistente, não se abateram e venceram os seis jogos seguintes. Fizeram poucos gols, é verdade, mas dominaram todos os jogos. A própria sensação alemã foi completamente subjugada pela Fúria.

Venceu o melhor futebol, a Copa não poderia ter ficado em melhores mãos.

 



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 16h04
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Copa do Mundo IX

Palpites para amanhã: Argentina e Espanha.

Se for assim, serão duas semi-finais interessantes: Espanha x Argentina, Holanda x Uruguai.

As duas primeiras são a antítese do futebol eficiente pregado pelo Dunguismo....



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 03h05
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Copa do Mundo VIII

Desde 1970, foram disputadas 10 Copas do Mundo, incluíndo a que vai se encerrar na semana que vem.

O Brasil ganhou duas, Alemanha duas, Itália duas, Argentina duas e França uma vez. Alemanha e Argentina ainda podem papar a terceira.

Está longe de haver um domínio de qualquer país.

É verdade que em duas ocasiões, 1982 e 2006, tínhamos tudo para ser campeões. Não fomos. Em 82 pelas circunstâncias do destino, em 2006 por falta de vergonha na cara. Nas outras seis ocasiões em que perdemos, tivemos alguns times razoáveis, mas nenhum de fato que tenha sido 'o time da Copa'.

Temos que baixar a nossa bola. Costuma-se dizer que o Brasil é o maior celeiro de craques do planeta, que poderia montar duas ou três seleções competitivas ao mesmo tempo. Será mesmo?

Se fosse assim, íamos nadar de braçada nas Copas. A estatística mostra que não é o caso.

Tomara que tenhamos uma comissão técnica inteligente para montar 'o time' para 2014. A pressão sobre essa turma será altíssima, pois se já é difícil aceitar um derrota em condições normais, imagine em casa. Que não seja nem a Copa da balada, nem a do monastério.



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 02h15
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Copa do Mundo VII

Muito já foi escrito e falado sobre essa eliminação, e isso ainda vai dar pano para manga por muito tempo. Difícil complementar as dezenas de análises e opiniões com algo novo.

Dunga será execrado. E Ao contrário do que se pode dizer, nem todo técnico da seleção passa por isso quando é eliminado de uma Copa. Isso acontece imediatamente após a derrota, mas depois que ela é assimilada e a poeira baixa, alguns escapam. Telê escapou em 82 e 86, Zagallo em 98. Parreira foi relativamente perdoado em 2006, talvez pelo fato de ter vencido em 94. Lazaroni foi queimado para sempre em 90. Tentou carreira de técnico na Itália e não deu certo. Consta que Dunga está buscando um time italiano para treinar....

Mas cada um colhe o quê planta, e a partir do momento que ele faz suas escolhas em busca do tal futebol à italiana: pragmático, eficiente, defensivo, atentando contra nossa cultura futebolística - também sabe que deve arcar com as consequências de um fiasco.

Felipão 2014...!!!

 



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 01h41
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Copa do Mundo VI

Em 2006 aprendemos que talento só não basta, se não vier acompanhado de comprometimento. Chegar à Copa em boa forma e não cair na balada durante a mesma...seriam sinais de comprometimento.

Em 2010 aprendemos que comprometimento só não basta. Ter um grupo unido, fechado e focado não surte efeito se não vier acompanhado de talento.

Oito anos para aprender lições um tanto básicas a serem testadas novamente em 2014. Essa Copa não podemos perder, por razòes óbvias....



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 01h28
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Copa do Mundo V

É Chato ficar batendo na tecla 'eu não falei', mas nunca fui contaminado pelo dunguismo.

Basta acessar os posts de 07/07/2007 e 15/07/2007 durante a Copa América, evento que foi o divisor de águas para a permanência de Dunga como técnico da seleção.

Vai ver foi tudo uma trama argentina...'vamos ser humilhados pelo Brasil, para que eles mantenham o Dunga até a Copa... '

 



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 00h54
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Copa do Mundo IV

Parece que algumas profissões dão a quem as exerce o direito de falar (ou escrever) besteiras impunemente, sem que sejam cobrados por isso. Políticos, economistas e comentaristas esportivos fazem parte desse grupo. Em tempos de Copa, presto mais atenção nesses últimos. A quantidade de asneiras não é generalizada, mas é grande. A última pérola que ouvi foi sobre a ‘sorte’ do Brasil no sorteio da Copa, permitindo-lhe um caminho mais fácil até a final. A Holanda está na sua ‘chave’,  com Alemanha, Espanha e Argentina na outra. Trata-se de uma afirmação estúpida. As chaves da Copa, cujo sorteio foi transmitido ao vivo para todo o planeta e só tinha definido a posição da Africa do Sul no Grupo A, consideram 8 cabeças-de-chave. Se permanecesse a lógica e esses papões terminassem seus grupos em primeiro lugar, o chaveamento a seguir teria 4 seleções de um lado e 4 de outro. Para essa Copa, a África do Sul foi considerada cabeça-de-chave. Por direito, não seria. Só que em seu grupo entrou a França que fez às vezes de provável líder.

Assim, caso as seleções favoritas tivessem avançado em primeiro lugar dos seus grupos, teríamos de um lado Argentina, Alemanha, Espanha e Itália e de outro Brasil, França, Inglaterra e Holanda. Desses 8 times, 3 foram um retumbante fiasco: França, Itália e Inglaterra. A ausência da Itália facilitou a vida da Espanha nas semi-finais, pois o Paraguai ocupa o seu lugar e as ausências de Inglaterra e França foram substituídas pela presença de Uruguai e Gana (que eliminou os Estados Unidos, ocupantes do posto que seria dos ingleses) nas semi-finais. Os outros cinco protagonistas se classificaram em primeiro lugar, como era de se esperar e seguem no caminho que provavelmente foi inicialmente projetado por suas comissões técnicas. Por isso, falar em sorte no chaveamento é no mínimo falta de consideração com a audiência.

Esses mesmos comentaristas também diziam que os brucutus da Costa do Marfim eram o único time que prestava do continente africano e hoje elogiam a aplicação tática do time de Gana, o novo melhor da África, antes severamente criticado como uma das piores gerações daquele país. Mudaram de ideia no meio do torneio. É fácil falar depois dos resultados prontos. O time de Gana é ruim, ganhou dos Estados Unidos por que falta um goleador ao time americano, e mesmo com a torcida a favor não causarão nenhum problema ao Uruguai.

Outra bobagem sem tamanho que ouvi foi sobre a facilidade que o Uruguai teve para chegar às semi-finais, com adversários pouco vistosos tecnicamente; isso seria uma prova de que o sorteio da Copa favorecia o anfitrião, pois esperava-se que a África do Sul estivesse em primeiro do grupo. Bem, para começar, nem mesmo o mais otimista sul-africano esperava isso. E depois, o primeiro do grupo A deveria pegar o segundo do grupo da Argentina...seus quatro times foram definidos aleatoriamente. De fato era um grupo fraco, mas e daí? Foi obra do acaso. E a seguir, não devia ser Gana, mas Inglaterra...quem imaginaria que os ingleses iriam decepcionar tanto mais uma vez? E se a África do Sul, tão ‘beneficiada’, beliscasse um segundo lugar, algo mais palatável do que a liderança do grupo, enfrentaria então a Argentina. Grande favorecimento esse...

Enfim, estou seguro de que até o final da Copa vamos ler e ouvir muitas outras baboseiras. Não deixa de ser interessante ter o direito de falar besteira impunemente...Em condições normais, só os velhinhos podem fazê-lo...mas políticos, economistas e comentaristas esportivos conquistaram esse privilégio, sabe-se lá por que....



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 22h21
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Copa do Mundo III

Jogo fácil. Táo fácil quanto aquele das oitavas em 1998. Visivelmente o Brasil não foi exigido. Não passou apuros. Mas também é fácil observar o quanto o sistema defensivo brasileiro é forte. Lúcio e Juan são dois gigantes, os laterais marcam muito bem e os volantes, Gilberto Silva e quem quer que esteja no segundo posto, mordem a todo momento. Se por um lado temos dificuldade de criação quando o jogo está truncado, por outro...é difícil passar por essa muralha defensiva armada pelo Dunga. É um time ‘italiano’ dos bons.

A Holanda será a prova de fogo. Não que seja um time espetacular. Faz a melhor campanha da sua história, mas não é o time que mais encantou. Praticam também o futebol pragmático. Nas duas últimas ocasiões em que nos deparamos com os laranjas em mata-matas (94 e 98), tivemos jogos de altíssima qualidade, talvez os melhores de suas respectivas Copas. O Brasil se deu bem em ambas as pelejas, com muito sofrimento – incluindo uma decisão por penaltis.

O vencedor deve ir para a final, pois pegará provavelmente um Uruguai já em estado de graça por ter chegado tão longe. E quando se atinge a sensação de dever cumprido antes do auge, ele nunca chega. Esse sentimento, comum nas equipes de menor tradição quando vez por outra aparecem nas semi-finais, é o principal responsável por não vermos nenhum time que não seja Brasil, Itália, França, Alemanha e Argentina nas finais de Copa desde 1982. Se prolongarmos um pouco o período por mais 12 anos (desde 1970), acrescentamos somente a Holanda a essa lista. Na hora da verdade, camisa pesa e é difícil entrar para o clube dos finalistas de Copa. Muito mais difícil ainda é entrar para o clube de campeões mundiais. A Espanha é a seleção com mais chances de quebrar essa tradição.

Vamos ver se na sexta tem laranjada. Parada dura.



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 19h57
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Copa do Mundo II

Pode a pior seleção brasileira desde 1990 ganhar a Copa do Mundo?

Pode. Mas não deve.

Pode porque em 1990 a seleção da Alemanha, também sem brilho, ganhou. Aquela foi a pior Copa de todos os tempos.

Em 1994, outra seleção sem brilho levou. A nossa. Mas o time de 94 é bem melhor que o Brasil de hoje. Vejamos a comparação homem a homem:

Júlio César é bem mais goleiro que Tafarel. 1x0 para o time atual.

Jorginho e Maicon se equivalem. Segue 1x0.

Lúcio é melhor que Aldair. 2x0.

Marcio Santos e Juan se equivalem. 2x0

Leonardo ou Branco são infinitamente melhores que Michel Bastos. 2x1.

Mauro Silva e Dunga surram Gilberto Silva e Felipe Melo. 3x2 para o time de 94.

Kaká é melhor que Mazinho ou Raí. Mesmo à meia-bomba. 3x3.

Zinho e Elano se equivalem. Segue o 3x3.

Romário e Bebeto como dupla de ataque dão banho em Luis Fabiano e Robinho. 5x3 para o time de 1994.

Em resumo, a seleção de 94 também tinha uma defesa sólida, dois laterais que sabiam atacar e defender (a de hoje é um time perneta, só ataca pela lateral direita, pois a esquerda é inócua), volantes de melhor qualidade e a melhor dupla de atacantes do planeta em sua época. Como semelhança, a dificuldade com os meia-atacantes. Tivesse Kaká em melhor fase, essa seria uma vantagem da seleção atual, mas não é o caso.

Fossem colocados os dois times frente a frente, o de 1994 fatalmente venceria. Além disso, contava com um técnico educado, que suportava bem a pressão insuportável que o cargo lhe impunha. O sujeito é bem pago para isso, tem que saber conviver com os ossos do ofício.

Dunga quis fazer desse time a cara da equipe de 1994, referencial de qualidade para ele. Foi um time que venceu sem encantar e por isso foi criticado. A vitória de 94 tornou-se para alguns o contraponto para a derrota orgulhosa de 82, marcada para sempre no imaginário daqueles que viram aquela Copa. As lágrimas da derrota naquele ano valeram muito mais que o grito de alegria pós- decisão de penaltis em 94...e isso criou alguns personagens amargurados com a situação. Quis o destino que um deles fosse o técnico da seleção atual, que se parece muito com aquela de 94. Só não temos um Romário e um Bebeto lá na frente...

Em 2006, perdemos a Copa mais ganha da história pela falta de pulso dos nossos dirigentes e treinadores (Zagalo incluído), que permitiram que a fanfarronice e a falta de comprometimento preponderassem na Alemanha. A consequência imediata desse fiasco histórico foi o recrudescimento absurdo da maneira como a seleção Brasileira é dirigida. Passamos de um extremo a outro. Estamos pagando o preço da soberba cega de 2006, quando achávamos que o Mundial seria ganho no improviso, na base do ‘nome’. Agora, temos um time burocrático conduzido militarmente por um técnico brucutu. Não faltarão suor e raça, elementos ausentes na Copa passada. Por outro lado, não brilharemos. O individual foi completamente substituído pelo coletivo. Pode dar certo, apesar de improvável. O futebol é um esporte onde o coletivismo é catalizado, amplificado e otimizado pela genialidade de poucos. A atual escassez de talentos na seleção é uma afronta à nossa história futebolística. O pior é que trata-se de uma opção e não de uma necessidade.

Como será opção escalar o Josué no lugar do Felipe Melo, ao invés de colocar o Nilmar como segundo atacante, recuando o Robinho como meia e deixando ao Elano o papel de segundo volante. Essa seria uma alternativa arrojada que colocaria o Brasil jogando mais como Brasil. Ocorre que o Brasil de hoje tornou-se a Itália de sempre.

Periga ganharmos a Copa? Sim, há chances.

Mas não tenho dúvidas que uma vitória da Itália vestida de amarelo não seria benéfica ao futebol mundial....

 



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 00h15
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Copa do Mundo I

Volto a postar após quase um ano, para falar do assunto de momento: a Copa do Mundo. Diferentemente da Copa de 2006, quando dei palpites furados desde o princípio, agora o torneio já chegou às oitavas, fato que me salvou de inúmeras ‘furadas’.

Alemanha e Argentina são os melhores times e na minha humilde opinião farão a final antecipada na próxima sexta-feira. O time alemão é rapidíssimo no contra-ataque, tem jogadores talentosos no meio de campo, gente que sabe sair com a bola e a maior revelação da Copa, o meia Ozil, o camisa 8 de 21 anos. Quem disse que jogador novo não pode participar de um torneio como esse? Bem, o nosso Paulo Henrique Ganso lamentavelmente estreiará em Mundiais somente com 24 anos...

O time argentino é a maior concentração de talentos por metro quadrado dessa Copa e o folclórico Maradona não se intimida em colocá-lo para frente. É com pesar que constato que a Argentina se apoderou do outrora tradicional jeito brasileiro de jogar...uma defesa meio confusa, mas com um  meio de campo e ataque poderosos que não sendo tão organizados taticamente, valem-se dos inúmeros talentos individuais, que desequilibram. Se não é o Messi, legitimamente o melhor do mundo, há o Tevez, Iguain, Aguero, e por aí vai....que inveja!

A Espanha pode crescer e voltar a ser a força que reinou na Europa nos últimos 4 anos. Terá que suprimir o estigma de ‘amarelar’ em Mundiais. Lembremo-nos que o fez na última Eurocopa. Acredito que ela passa pela esquadra lusitana e depois pelo Paraguai, que deve vencer a surpreendente seleção japonesa, para fazer a semi-final contra Alemanha ou Argentina. Esse chaveamento está ‘pedreira’, e o campeão deve sair daí – creio que tanto os germânicos, quanto os ‘hermanos’ despacham a Fúria na semi-final. Nessa hora, camisa pesa.

Na outra chave, a irritante seleção do mau-humorado Dunga deve passar pelo eterno freguês chileno; mas não vamos nos iludir, vai ser mais um joguinho feio de dar dó. O Brasil é a nova Itália e isso nos enche de vergonha. Uma vergonha ‘envergonhada’; afinal, Copa do Mundo é época de vestir o verde amarelo e torcer pelo escrete brasileiro, jogando bem ou mal. E lá estaremos esperançosos de que no próximo jogo, vamos dar show. A esperança logo se desfazerá nos primeiros 20 minutos, com o excesso de passes para o lado e a falta de jogadas agudas de ataque, pobre Luis Fabiano...venceremos o Chile e pegaremos a Holanda, que despachará a Eslováquia sem muitos problemas, mostrando aos italianos que a vida não é assim tão dura....os alaranjados serão o primeiro time de verdade que enfrentaremos, e aí a ‘porca pode torcer o rabo’. Apesar do sucesso nos últimos confrontos contra a Holanda, em 1994 e 1998 – não estou tão seguro que o burocrático time brasileiro passa dessa vez. Eventualmente sim, se valer a tradição de que esse time joga melhor contra equipes fortes. Temos uma ótima defesa, esse é o nosso único diferencial. Então, quem sabe não seremos mesmo uma ‘Itália’ e chegaremos nas semi-finais contra o Uruguai, que despachará a única seleção decente do continente africano.

Nesse caso, teríamos duas semi-finais interessantes: Alemanha ou Argentina contra Espanha, Brasil ou Holanda contra Uruguai.

Mas quando vejo o teatro da Copa, os bastidores, a história sendo construída rodada a rodada, não posso deixar de perceber que a Argentina, sob a batuta de Maradona, soa como a campeã que mais traria brilho ao ‘roteiro’ do Mundial. Um time que se classificou na bacia das almas, cujo técnico, uma lenda do futebol mundial, era tremendamente criticado em seu país até o término das eliminatórias, mas que se reinventa com base no talento individual, no futebol anti-brucutu, que sabe tocar a bola, driblar e atacar e que deixa a defesa romanticamente desguarnecida. Vale fazer mais gols que sofrê-los, uma máxima que já foi nossa – abandonada em prol da competitividade e eficiência. Pois bem, esse time se ajeita no período preparatório antes da Copa, seu técnico torna-se a maior figura do torneio e ganha todos os jogos. O final dessa história, com Maradona e Argentina campeões papando tudo, seria muito mais apoteótico que um final com Dunga e o Brasil campeões. Não digo isso com felicidade...mas sejamos sinceros, se o Brasil vencer a Copa jogando essa ‘bolinha’, será um prejuízo ao futebol, com a consequente valorização da defesa e dos cabeças de área...

O maior empecilho para dar ‘tango’ é a seleção da Alemanha, bem mais técnica que as tradicionais esquadras germânicas e com um futebol incrivelmente rápido e competitivo. Os alemães podem azedar o vinho argentino com uma bela cervejada quente...

Espero estar errado, meus prognósticos futebolísticos normalmente provam-se equivocados. Vai que em um passe de mágica, esse time do Dunga começa a jogar bola e me desmente...vamos esperar. Amanhã, mais uma vez, estaremos esperançosos como sempre de que o Brasil vencerá jogando bem...



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 23h12
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Segunda mensagem do ano

Engracado que apos retornar ao Brasil, passei a acessar muito menos a web. Nao houve tempo para atualizar esse espaco, tampouco para correr atras do teclado brasileiro, razao pela qual esse post permanece sem acento...

Destaques de 2009:

 - A enorme, incrivel e apaixonada torcida do meu Vascao - que nao se cansou de lotar o Maraca nesse passeio pela Segundona e se reconectou ao time. Vamos voltar com forca total;

 - O lamentavel titulo do Flamengo; digo isso antes da ultima rodada, mas nao ha duvida que esta sacramentado. O duro vai ser aguentar a Globo flamenguista 'puxando o saco' do Urubu pelos proximos 3/4 meses. Terei que me desconectar do noticiario esportivo. Nada mais a dizer senao cumprimentar a urubuzada. Foi merecido;

 - A desastrosa diplomacia brasileira, que criou um inquilino permanente na embaixada de Honduras (ja que o nao reconhecimento das eleicoes hondurenhas vai deixar o Zelaya por la, e o supermercado da turma fica por nossa conta) e trouxe ao Brasil um tipo absolutamente abjeto no cenario internacional, depois de fazer vistas grossas ao repugnante pleito eleitoral no Ira. Nesse quesito, quanto antes acabar o governo Lula, melhor. Nesse assunto eh so trapalhada;

 - O mensalao do DEM no DF. Em passado nao muito distante, conhecemos o caso dos dolares na cueca. Agora, temos reais nas meias (ja que o dolar esta fraco, nao vale a penas mais guarda-lo). Logo, os caras vao estar comendo dinheiro para evitar maiores contratempos. Ou irao absorve-lo por outras vias. Eh uma pouca vergonha;

 - O choque de realidade do governo Obama. Uma coisa eh ser endeusado antes da posse, outra eh manter o 'status' governando...ai o bicho pega;

 - O Brasil da Copa e o Brasil Olimpico. Se nao aproveitarmos a ocasiao para melhorarmos nossa infra-estrutura patetica, nunca mais. Essa eh a hora;

 - O apagao nao explicado;

 - A incrivel capacidade do governo Lula em criar 'bravatas'. Agora a turma quer comparar o governo atual com o do FHC. Vai virar mote de campanha. Do futuro, ninguem fala;

 - A tremenda mare positiva do Brasil. Foi ate capa da 'The Economist'....sera que finalmente o futuro chegou?



Escrito por Victor Hugo Maranhão de Loyola às 00h36
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